segunda-feira, 8 de julho de 2019

VÍTIMAS DO SILÊNCIO

Não há motivo para a classe trabalhadora comemorar a aprovação da reforma da previdência social.

Silentes e passivos em sua maioria, os trabalhadores de vários segmentos da sociedade somente sentirão os efeitos nefastos da reforma atual quando tentarem se aposentar, daqui a alguns anos, e não conseguirem, pois as fórmulas agora aprovadas inviabilizarão o pleito.

Aos parentes dos atuais TREZE milhões de desempregados do país,  ficam registrados os meus pêsames, pois muitos deverão morrer sem conseguir se aposentar, já que, para tanto, deverão contar com vinte anos de contribuição, os que é um milagre em um país com a sazonalidade de empregos como o nosso.

Ao invés de começar cobrando devedores, estabelecendo uma reforma tributária e uma reforma administrativa do Estado, o governo atual optou pelo remédio mais duro, sobretudo aos pobres. 

Setores cruciais do serviço público , como as polícias,  foram seriamente prejudicados, o que significa que a qualidade dessa prestação de serviço deve piorar, pois não há atrativos para as carreira policiais.

Enfim, mais uma vez o povo se vê apunhalado pelas costas e só perceberá o ocorrido daqui a alguns anos, quando todo o sangue já tiver se esvaído do corpo; em completo silêncio.


domingo, 12 de maio de 2019

PRECISA-SE...



O lacônico, porém, importante pedido, se refere à situação em que o Brasil se encontra, com múltiplas necessidades e poucas opções de atendimento delas.
Não é novidade para ninguém que o maior embate existente no país não é travado entre o governo e as mazelas sociais e econômicas, mas, sim, entre as chamadas “alas” que o compõem.
O cidadão Olavo de Carvalho, denominado “guru” do presidente Jair Bolsonaro, juntamente com os filhos do capitão, têm desenhado algumas das mais ridículas, inoportunas e contraproducentes cenas que um país e o mundo possam testemunhar, envolvendo diretamente o governo brasileiro.
Vive-se tempos difíceis, repletos de incertezas e com um contingente de quatorze milhões de desempregados que não vislumbram solução a médio prazo para o seu problema.
O governo federal insiste na reforma da previdência (necessária) como o único instrumento capaz de resolver o problema fiscal nos próximos dez anos, não apresentando mais nada à sociedade brasileira. Grave erro.
A primeira reforma a ser proposta deveria ter sido a tributária. Se bem elaborada, ampliando a base de contribuição, reduzindo alíquotas e tributos, além de investir pesado no combate à sonegação, esta seria o verdadeiro trunfo do governo para, depois, com a credibilidade em alta, lançar mão de um projeto tão antipático para algumas corporações como a reforma da previdência social.
Não há, hoje, no país, indicadores econômicos que revelem otimismo e esperança de investidores, empresários e da população no Brasil. O país simplesmente parou porque o governo não sabe negociar com o congresso nacional e não tem apresentado nada de produtivo ou concreto à sociedade ou ao setor produtivo.
Educação aos frangalhos, segurança pública se arrastando, e saúde moribunda, compõem o quadro social do atual governo.
E como se esse cenário tétrico não bastasse, todos assistem atônicos ao vergonhoso e medíocre show de críticas e palavras de baixo calão proferidas pelo “guru” do presidente da república em relação aos militares que ocupam postos de destaque no governo federal.
Ninguém é obrigado a gostar deste ou daquele indivíduo ou, até mesmo, desta ou daquela atividade profissional. Porém, em se tratando de Administração Pública, o respeito é o mínimo que se espera encontrar numa estrutura de governo.
O pior disso tudo é que o presidente da república, aparentando despreocupação juvenil, não conseguiu dar um basta nisso até o momento, gerando grande e justificado descontentamento das Forças Armadas, até então submetidas a afagos teatrais e juras de amor incondicional como se fossem todos alienados, desprovidos de senso crítico. A julgar pelo nível dos acintes, sem qualquer oposição do presidente, é possível, para alguns, imaginar que ele esteja saboreando a humilhação pública imposta por seus filhos e seu “guru” aos companheiros de caserna.
Aliás, é bom que se diga, o presidente Jair Bolsonaro, ao agir dessa forma, sem defender seus companheiros de armas dessas injustas admoestações, acaba por conferir razão aqueles que, no passado, o desconsideravam no seio do Exército Brasileiro. Não se duvida, inclusive, que este proceder seria uma vingança velada a um passado de desprezo...
Mas, absurdos à parte, o Brasil precisa encontrar um rumo: que ninguém se esqueça de que o resultado das eleições de 2018 dividiram o país ao meio. O presidente Bolsonaro foi eleito para acabar com as velhas práticas e a mesmice do poder, e não tem conseguido fazer isso.
Os desafios do governo são claramente identificáveis, e a sua inabilidade para superá-los também.
Não é possível que passemos mais um dia sequer em meio a brigas juvenis, enquanto a economia do país sangra e o governo demonstra ter entrado numa guerra com um fuzil em faze de testes, municiado com uma única bala, a reforma da previdência.
Desse jeito, não haverá prestígio de ministro que sustente a esperança dos setores produtivo e financeiro, que já demonstram razoável ceticismo em relação ao governo federal.
O Brasil não precisa de ideologias, rancores e ódio. Precisa de competência do governo federal para negociar com o congresso, inteligência para se expressar perante os cidadãos e de projetos a apresentar para a solução dos graves problemas existentes.
Fora isso, que vão às favas os gurus, meninos mimados e outras figuras que desestabilizam o governo e o país.  

terça-feira, 16 de abril de 2019

ABSURDO: PASSAPORTE DIPLOMÁTICO PARA BISPO MACEDO

O Ministério das Relações Exteriores concedeu, no último dia 15/04/2019, passaporte diplomático para o Bispo Edir Macedo, dirigente da Igreja Universal do Reino de Deus.

Aberração copiada dos governos Lula e Dilma, a fundamentação causa assombro ao mais tosco dos mortais, pois diz que o passaporte permitirá ao seu titular " desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior".

Sem ingressar no tema da laicidade do Estado brasileiro, sempre é bom lembrar que Edir Macedo preside uma associação religiosa, submetida ao que dispõe o nosso Código Civil, como qualquer outra, além  de ser empresário,  pois é proprietário da Record TV.

Seus interesses não estão nas comunidades brasileiras no exterior, mas, sim, em angariar fiéis que contribuam para suas obras com dólares,  euros, pedras preciosas, ouro e propriedades, se for o caso, em nome de uma prosperidade na terra e, quiçá,  de uma salvação espiritual.

Uma decisão como essa é um escárnio e um ato administrativo passível de análise quanto a sua constitucionalidade, e de apuração pela suposta prática de improbidade administrativa, por desvio de finalidade.

Em tempos de combate à corrupção e à sonegação fiscal, esse tipo de passaporte jamais deveria ser concedido a outros que não sejam as autoridades estipuladas claramente pelo texto legal que regula a sua edição, sem que "ginástica intelectual" alguma pudesse ser realizada para esse fim.

Espera-se que esse absurdo seja revogado, afinal, quem prometeu ser diferente não pode se igualar aqueles que ardorosamente criticou. Para bom entendedor  pingo é letra.

GOVERNO FEDERAL: INIMIGO DE SI MESMO

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado sério problema quanto a articulação política. 

A sua ineficiência nessa área é  tamanha, que membros do seu partido, o PSL, têm reclamado disso. É  o caso do Deputado Federal Felipe Francischini(PSL-PR), que preside a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

É  incrível que mesmo tendo a presidência dessa importante comissão,  o governo sofra derrotas em votações por conta da própria bancada.

E no Senado a coisa também não caminha a contento, pois o líder do governo, Senador Major Olimpio, já disse que o governo vai " tomar cacete" em votações, se não mudar a conduta.

Sem prejuízo desses problemas, que não são  poucos, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, por meio do Twitter, parabeniza o Museu Americano de História Natural quanto ao cancelamento do evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA com o presidente Jair Bolsonaro, que receberia no local o prêmio de "homem do ano". 

Conforme matéria divulgada no portal Ópera Mundi, De Blasio teria dito que Bolsonaro é um "homem perigoso".

Desse jeito, não acertando na política interna, e sendo achincalhado fora do país,  o presidente deve repensar sua estratégia e reorientar a tropa para que um novo modus operandi seja implementado, com urgência, para que não tenhamos em bolsas de apostas internacionais a seguinte pergunta: quem acaba primeiro, o governo Bolsonaro ou a economia brasileira?

Link para o Twitter do prefeito de Nova York: https://t.co/06NAZovyoe

segunda-feira, 15 de abril de 2019

A FRANÇA CHORA NOTRE DAME



Infelizmente o mundo assiste à queima de um dos maiores e especiais monumentos erguidos pela Humanidade: a Catedral de Notre Dame.

Erguida no período medieval, ela ostenta 856 anos de existência precária, haja vista a necessidade da população realizar rateios para tentar reformá-la, graças à falta de investimentos do governo.p

Sabe-se que a catedral é um patrimônio do Estado francês, recebendo pouco mais de dois milhões de dólares anuais para um trabalho de recuperação, que exigiria algo em torno de cem milhões de dólares.

Como o dinheiro não surgiu, a reforma seguia a passos de tartaruga, até  o anúncio do incêndio, após o que, o governo francês foi a público dizer que reconstruirá Notre Dame.

Foi preciso que uma desgraça ocorresse para que o governo francês acordasse.

Que sirva de lição para o mundo.

REFORMA TRIBUTÁRIA NO BRASIL

Agora que começa a ser discutida a verdadeira mãe das reformas,  a Tributária, passamos a ter real esperança da solução dos problemas brasileiros.

Se a ela for acoplada sincera intenção de gerar empregos neste país, o que automaticamente gerará renda e aumentará o consumo, não seremos tão dependentes das exportações para melhorar a economia brasileira e teremos grande chance de reduzir a especulação financeira.

Precisamos de empregos e geração de renda no Brasil.

Não há país desenvolvido no mundo que esteja nessa condição sem níveis elevados de emprego e renda decente, sobretudo para os mais pobres.

É o trabalho que dignifica o homem e mantém a sua autoestima. 

Lembremo-nos de que o desemprego é uma das causas do esfacelamento da familia.

O Brasil precisa racionalizar a sua carga tributária para garantir um crescimento saudável, e atrativos para empresas investidoras.

terça-feira, 26 de março de 2019

SEGURANÇA PÚBLICA TAMBÉM É PRIORIDADE


Como é possível despertar o interesse sadio pela profissão de policial se no Brasil eles são mal remunerados, e menosprezados em reformas importantes como a da previdência?

Não somos um país belicoso em relação aos nossos vizinhos mas, internamente, vivemos o cotidiano do medo, graças à ousadia e violência dos criminosos.

Em alguns estados foram realizadas intervenções federais, com o uso das Forças Armadas para solucionar o problema, mas não adiantou.

É preciso ter em mente que o atual modelo de Segurança Pública se esgotou, e que tanto o governo federal como os estaduais não ofereceram nenhuma alternativa para ele. Todos sabem o tamanho do problema, mas insistem nos paliativos. Nada de restruturação de carreiras; nada de valorização salarial; nada de previdência condizente com a relevância social da atividade policial, que é muito maior, com todo o respeito, que a das Forças Armadas.

O Brasil necessita de várias reformas, e uma delas é na Segurança Pública: discutir a estrutura necessária, a quantidade de polícias, as suas atribuições e circunscrição, bem como os limites de atuação funcional. Precisamos simplificar a babel que hoje existe no setor, com atribuições usurpadas, conflitantes e efetivos sempre insuficientes para dar segurança ao povo.

Não adiantam leis mais rigorosas, se os primeiros responsáveis por fazer com que sejam cumpridas estão definhando, impotentes, sem recursos e apoio do próprio Estado. É a mesma fórmula velha e esfarrapada que não gerou resultado algum até agora.

Enquanto o governo se preocupa apenas com o futuro, deveria também ocupar-se em manter vivos e salvos aqueles que hoje tentam sobreviver e custeiam, com o seu trabalho, toda a jornada até o amanhã: os cidadãos.